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Cigarro eletrônico e os danos pulmonares semelhantes a queimaduras

29/11/2019

O uso de cigarros eletrônicos (também conhecidos como vaporizadores) cada vez mais frequente, principalmente, entre jovens, produziu centenas de casos de uma nova doença pulmonar — inclusive com mortes recentes nos Estados Unidos. Entre os diversos estudos sobre os casos, um divulgado recentemente pelo periódico científico New England Journal of Medicine mostra que o uso do dispositivo causa danos parecidos com queimadura química nos pulmões.

Após avaliarem exames de pessoas que adoeceram depois do uso dos vaporizadores, pesquisadores da Mayo Clinic afirmam que os ferimentos são os mesmos que ocorreriam em casos de exposição a produtos químicos tóxicos, gases e outras substâncias.

Ao menos, agora, essas doenças pulmonares têm nome: Evali. Trata-se de uma sigla em inglês para ‘lesão pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico’ ou vaper.  “O termo caracteriza uma nova epidemia que mostra ser grave a curto prazo e desconhecida a longo prazo. O combate é urgente”, analisa Elie Fiss, pneumologista e pesquisador sênior do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

 

A denominação foi dada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês).  No país, a instituição lançou um guia que sugere aos jovens e adultos que estiverem usando produtos de cigarro eletrônico ou vaper que parem de fumar; que troquem a estratégia por tratamentos baseados em evidências científicas.

Desde o final de agosto, o CDC já registrou 1604 casos de doenças, com 34 mortes entre os usuários do dispositivo. São dados que acabam com a teoria de que os cigarros eletrônicos são inofensivos à saúde.

Diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor, Jaqueline Scholz explica que as constatações comprovam como o produto é perigoso e tóxico. “Os próprios consumidores acrescentam as substâncias que são ‘vaporizadas’. Usam desde canabidiol a propilenoglicol e glicerol, produtos utilizados pela indústria alimentícia que oferecem riscos de intoxicação quando inalados”, diz a especialista.

Como funciona:
O cigarro eletrônico vaporiza um líquido que contém nicotina misturada a essências que imitam diferentes sabores, podendo ter, ou não, outras substâncias, como o THC– composto psicoativo da maconha. O percentual de nicotina utilizado, geralmente, é até maior do que o encontrado em cigarros comuns. Com isso, o risco de dependência química e de outras complicações aumenta.

Estudos já comprovaram que adeptos à “novidade” têm até três vezes mais chances de serem vítimas de infarto.

Jaquelina Scholz acredita que tais fatos possam ajudar a fortalecer o discurso que vai contra a liberação do dispositivo no Brasil. O cigarro eletrônico é proibido no país desde 2009, mas em agosto desse ano a Anvisa pôs em discussão a regulamentação do produto. “Esperamos que não só o Brasil, mas o mundo todo proíba a venda do vaporizador”.